quarta-feira, 2 de setembro de 2009

KIT

A KIT nasceu no Outono e enquanto miúda aperfeiçoou a sua destreza e ferramentas naturais para se adaptar e alcançar o que queria.
Quando a conheci tinha vontade de lutar, era charmosa (em geral para conquistar todos) e barulhenta. Pensei que fazia barulho narcisista porque se sentia só na sua jaula.
Na altura em que a jaula passou para próxima da minha, apesar de já a considerar engraçada não convivia muito com ela por achar que os gatos são sempre traiçoeiros, mas sempre fui cordial.
Mais tarde, a sua jaula foi para o piso de cima, teve de se adaptar: passou a dormir num cesto mais requintado, redireccionou o seu charme (agora só para os moradores nesse piso é que interessavam), alargou a trela, mostrou as garras, por vezes eriçou o pêlo e gostou de defecar para o piso de baixo.A minha teoria sobre a perigosidade dos gatos estava a confirmar-se – são matreiros e flexíveis.

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