terça-feira, 29 de setembro de 2009

Bule 4

Cresci com animais…cães, patos, galinhas, cabritos, gatos… Os gatos viviam comigo em casa, partilhavam o meu espaço, as minhas alegrias, tristezas e, apesar de alguma malandrice (típica e até divertida) pude contar sempre com o seu carinho “ronronado”. A minha opinião sobre esta espécie animal sempre foi a melhor, embora tenha ouvido insultos em diversas romarias, especialmente, que são traiçoeiros. Nunca tive más experiências, até que…até que conheci a Kit e descobri uma agulha num palheiro. Fiquei tão espantada com a minha descoberta que decidi pesquisar mais sobre as características dos felinos e dar a conhecer ao mundo as linhas de personalidade que, apesar das dezenas de gatos com quem convivi, só tive a infelicidade de partilhar com a Kit.
Os gatos pertencem à ordem carnívora, na qual os animais têm dentes cortantes, salientes e consomem carne: a Kit tem uma particularidade, come carne humana e regozija-se com isso.
Foram classificados pelos biólogos como carnívoros devido aos seus dentes, mas existem outras características comuns a todos os carnívoros como o corpo peludo e garras nas patas: a Kit, apesar de não possuir unhas muito compridas, afia-as de uma forma tal que só o toque provoca uma dilaceração profunda, o que a torna uma verdadeira fera.
Os gatos têm comportamentos diferentes com a sua cauda, de acordo com a raça. Mesmo assim, de uma maneira geral, as caudas dizem-nos muito sobre o seu humor. Quando levantada, mostra orgulho e contentamento; quando estendida e erecta, mostra que está a espreitar um ataque; enrolada, diz que o gato está espantado ou aflito; quando a agita de um lado para o outro, pode demonstrar que está bravo ou nervoso. A Kit gosta muito de elevar a sua cauda nos momentos em que tem oportunidade de mostrar o seu pêlo macio e sedoso (ainda que seja tratado com produtos artificiais). No entanto, não descura a possibilidade de agitá-la sempre que pode e, quando não pode (ou não deve), faz questão de abaná-la ainda com mais força e intensidade.
Os gatos geralmente pesam entre 2.5 kg e 7 kg, embora alguns exemplares podem exceder 11 kg. Existem casos de gatos com 23 kg devido à superalimentação. A Kit, fazendo jus ao tamanho do seu ego, sofre não de superalimentação, mas de hiperalimentação, ultrapassando os níveis de peso considerados normais para um gato, o que eleva o seu estado de frustração, pois não consegue higienizar-se convenientemente e a sujidade vai-se acumulando na sua mente, conduzindo à conspurcação do ambiente que a rodeia.

Perante este cenário, apenas duas hipóteses iluminam minha consciência:
- todos os gatos são assim e eu não tinha, ainda, sido capaz de despir a minha super-protecção animal e enxergar essa realidade;
- os gatos são dóceis, companheiros, sinceros e muito divertidos, pertencendo a Kit a uma estirpe em vias de extinção.

Analisando todos os dados que possuo, concluo que, de facto, a Kit é uma ave (neste caso, gata) rara, pelo que não devemos julgar todos os felinos à luz deste ser desenganado.

No entanto, não querendo parecer mal-educada, deixo aqui algumas mensagens para a Kit, porque…vale a pena pensar nisto…

“Quereis conhecer um homem? Dai-lhe um grande poder.” (Pittaco)
“O ódio é uma tendência a aproveitar todas as ocasiões para fazer mal aos outros.” (Plutarco)
“De punhos cerrados, não se pode apertar a mão a ninguém.” (Indira Ghandi)
“Ser leal a si mesmo é a única maneira de conseguir ser leal aos outros.” (Vicente Alexandre)
“Dar é o verbo mais curto da primeira conjugação. Não dar é o mais barato.” (Noel Clarasó)
“Um homem que se ocupa em demasia de si mesmo não tem tempo de conhecer os outros.” (Menandro)
“A virtude do homem não se mede pelos seus esforços, mas pelo comportamento ordinário.” (Pascal)

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